Práticas de proteção de bananeiras (Musa AAA) na sua fase de produção, República Dominicana

Sumário

Em fase de produção, as bananeiras devem suportar o peso exercido sobre pseudocaule e sua base ao nível do solo, desde a formação do cacho até à sua maturação. Existe uma ameaça permanente, em especial na estação mais ventosa, de haver desequilíbrios de peso e de posicionamento das plantas e haver perdas de cachos, por queda ou “acamamento” antes da colheita, se não for feito algum tipo de suporte físico que o contrarie. Para reduzir a vulnerabilidade das plantações de bananeiras, recomenda-se um conjunto de práticas que reduzem os riscos de perda de bananeiras e seus cachos e consequentes efeitos sobre o retorno económico dos produtores. As práticas a serem implementadas são: desbaste de pencas, a remoção do “coração da bananeira” e o tutoramento. Estas práticas deverão ser realizadas em todas as explorações de banana para exportação ou para o mercado nacional.

Descrição

Introdução

Os fenómenos climáticos produzidos no chamado "período ciclónico" causam estragos significativos aos sistemas de produção da banana e põem em risco a sua sustentabilidade, especialmente no Sul da República Dominicana (Barahona e Bahoruco).

A cultura da banana é perene e contribui para a segurança alimentar da região. No entanto, está permanentemente exposta ao risco de perda de produção da planta e sua descendência (causada pelo vento de velocidades e intensidades variáveis), com a redução do valor comercial do cacho (por traumas físicos e fisiológicos nas plantas não colapsadas) e na drástica redução da produtividade e receitas, assim como no desequilíbrio da densidade e distribuição da cultura.

Os produtores de banana aceitaram e melhoraram as técnicas de proteção de cachos, por sua vez, validadas por instituições de investigação (Corbana, Costa Rica), empresas comerciais (como a United Brands) e outros.

Objetivo

A remoção do “coração da bananeira” (flor) do cacho, para além do tutoramento da planta em fase de produção, reduz as perdas de unidades de produção por colapso do pseudocaule ou queda da planta em qualquer altura do ano.

As técnicas que oferecem proteção à planta e ao seu cacho foram adotadas durante décadas nas principais plantações de banana do mundo, trazendo importantes benefícios devido ao seu baixo custo, facilidade de implementação e aceitação pelos produtores (como exigência do mercado internacional de contratação de fruta de qualidade a melhores preços e procura constante). Entre as tecnologias mencionadas estão o desbaste de pencas, a remoção do “coração da bananeira” e o tutoramento para evitar a queda das plantas antes de completarem seu ciclo de produção.

Aplicação da Tecnologia

O desbaste de pencas, a remoção do “coração da bananeira” e o tutoramento devem ser realizados duas semanas após a floração.

A fase de floração é quando a planta cessa a produção de folhas e sai, do topo do pseudocaule, um conjunto de frutas macias na forma de mão (pencas) e em posição descendente para o seu desenvolvimento e subsequente maturação (Figura 1).

 

Figura 1: Bananeira em floração e atingir a fase de eliminação de pencas.

O desbaste de pencas

Nesta fase é eliminada a última (ou as últimas) penca(s), na parte inferior do cacho. Esta operação é feita duas semanas após a floração e coincide com o desenvolvimento da última penca do cacho. Este trabalho contribui para reduzir a pressão exercida pelo peso do cacho na planta e melhora a qualidade dos frutos. Podem ser removidas de uma a três pencas, ficando de seis a oito pencas, dependendo do tamanho e qualidade do cacho.

Corte da parte terminal da ráquis ou coração da bananeira

 

A remoção do “coração da bananeira” consiste no corte da parte terminal da inflorescência, que não produz frutos. No entanto, a pressão exercida pelo coração na planta normalmente favorece a sua inclinação. Esta operação deve ser feita manualmente, sendo o corte feito dois ou três nós abaixo da última penca (Figura 2).

 

Figura 2: remoção manual das pencas, antes do corte do coração da bananeira.

Tutoramento

O tutoramento é uma operação destinada a prevenir a queda da bananeira ou do cacho de banana em produção, em resultado de um apoio deficiente, elevado peso do cacho, estragos causados por nematodes ou desidratação severa. Deve ser feito, o mais tardar, uma a duas semanas após a eliminação da(s) última(s) penca(s) e corte do coração da bananeira. É feito através de escoras de madeira e fios de plástico (Figuras 3 e 4):

  • Com escoras de madeira: são utilizadas varas de madeira com dois a três metros de comprimento e 7,5 a 10 cm de espessura. Para cada bananeira são utilizados duas escoras, cujas extremidades mais grossas são fixas no solo em posição inclinada, sendo as extremidades opostas amarradas ao pseudocaule, em forma de tesoura, abaixo da base do cacho para compensar seu peso.

 

  • Com fios de plástico: são utilizados dois fios de plástico, amarrados junto à base do cacho, sendo as restantes extremidades amarradas na base de outras duas bananeiras ou estacas cravadas no solo, para obter um bom suporte até a colheita. De acordo com Soto (1985), é recomendada a amarração na base dos pecíolos, entre a quarta e a quinta folhas, sem que o fio corte ou aperte excessivamente, a ponto de provocar perdas desnecessárias de área foliar. A amarração deve ser firme e feita de forma a não rodar, para que permaneça apertada e contenha o movimento da planta. Embora a quantidade de material utilizado seja variável, estimada que sejam necessários 7 m de fio por bananeira, que pode ser reutilizado a 50%, se recuperado após a colheita.

 

Figura 3: Tutoramento com escoras de madeira.

 

Figura 4: Uma planta suporta outra, com apoiado de um fio de plástico.

Âmbito de aplicação da prática

Esta prática pode ser aplicada em qualquer zona de produção de banana no mundo. O custo aproximado para a modalidade de escoras é RD$ 15 780 / ha / ano. No caso dos fios ou cordas de plástico é RD $ 15 030 / ha / ano. Nas zonas de exportação, a percentagem de produtores de banana que utilizam a prática de eliminação de pencas e remoção do “coração da bananeira” é de 100%, enquanto o tutoramento é praticado em cerca 95% das explorações. Apenas 5% dos produtores de plátano no país aplicam estas boas práticas. Por outro lado, o acréscimo de produtividade é estimado em 30%, contra um aumento de 5% do custo de produção.

This technology has been translated by Mr. Adriano Silva from Instituto Superior de Agronomia, University of Lisbon, Lisbon, Portugal.

Validação da prática

This technology contributes to the SDGs:

Países

Dominican Republic

Data de criação

qui, 15/02/2018 - 12:12

Fonte

Instituto Dominicano de Investigaciones Agropecuarias y Forestales (IDIAF)

El Instituto Dominicano de Investigaciones Agropecuarias y Forestales (IDIAF) es la institución estatal responsable de la ejecución de la política de investigación y validación agropecuaria y forestal de la República Dominicana. Fue creado como organismo descentralizado del Estado Dominicano, mediante la Ley 289 en 1985.

 El IDIAF tiene como objetivo principal dirigir y ejecutar la política de investigación científico - tecnológica del Sector Público Agropecuario y Forestal del país, que promueve el desarrollo del sector y la generación, adaptación y transferencia de tecnologías.

Para ello, el IDIAF cuenta con cuatro centros de investigación enfocados al mejoramiento genético, protección vegetal y pecuaria, fitotecnia, manejo de los recursos naturales, agua y suelo, entre otras áreas. Así mismo el IDIAF ofrece información actualizada sobre la agricultura dominicana a investigadores, técnicos y productores agropecuarios, estudiantes, así como al público en general, a través de sus centros de información y documentación distribuidos e interconectados en todo el país. 

El IDIAF desarrolla cuatro programas de investigación enfocados en la seguridad alimentaria, desarrollo rural, mercados y competitividad, Además brinda servicios de capacitación, consultoría, asistencia técnica especializada con el fin contribuir a elevar el nivel tecnológico de los productores agropecuarios y forestales, y de esta forma incrementar los niveles de producción y productividad de los rubros más importantes para el desarrollo económico y social del país.

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