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UK Department For International Development (DFID)

The Department for International Development (DFID) of the United Kingdom of Britain leads the UK’s work to end extreme poverty. 

DFID works to end the need for aid by creating jobs, to unlock the potential of girls and women and to help to save lives when humanitarian emergencies hit.

DFID also works for helping to prevent climate change and encouraging adaptation and low-carbon growth in developing countries.

Technologies from UK Department For International Development (DFID)

 

Abordagens participativas: melhoramento de arroz orientado para o cliente para planícies de sequeiro, terras de encosta e baixas aluvionares da Índia Oriental

Os agricultores mais pobres das áreas marginais beneficiaram pouco da produção de alto rendimento e das variedades próprias da "revolução verde", que transformaram as produtividades nas áreas mais favoráveis. Nos estados do nordeste da Índia, os agricultores que cultivam arroz de sequeiro em solos declivosos e de baixa fertilidade, continuam a produzir variedades locais, de baixo rendimento e mais suscetíveis a praga e doenças. Um melhoramento de plantas mais eficiente e altamente orientado para o cliente, proporcionou uma solução rápida e a custos otimizados para o problema, através do desenvolvimento de novas variedades de arroz de sequeiro superiores às variedades tradicionais.

Utilização do restolho de sorgo como forragem seca para ruminantes, Etiópia

O restolho dos cereais são amplamente utilizados para a alimentação de ruminantes e, nas regiões semiáridas, o restolho de sorgo pode constituir uma parte importante da dieta do gado durante a estação seca, ajudando a manter a condição e aumentar a sobrevivência. Foram melhoradas variedades de sorgo resistentes ao ataque dos pássaros, para uso em zonas semiáridas e para aumentar a produtividade do grão nas áreas mais afetadas pelas aves. No entanto, as mesmas propriedades que conferem resistência às aves atuam como fatores anti-nutricionais para os ruminantes e, portanto, podem diminuir o valor do restolho de sorgo como espécie forrageira. Estratégias que impliquem a alimentação de restolho em excesso permitem que os animais selecionem preferencialmente o material foliar em vez do caule, que tem maiores concentrações de fatores anti-nutricionais.

Transplantação de sorgo e milho painço em regiões semiáridas

Os principais desafios para os agricultores das zonas semiáridas e áridas, das regiões tropicais e subtropicais, são a reduzida segurança alimentar, a instabilidade da produção e o risco de perda de colheitas. Estes riscos estão associados ao maior constrangimento físico à produção agrícola nessas zonas, ou seja, à irregularidade e à imprevisibilidade da precipitação, resultando em escassez de água. Sob estas condições, há um risco considerável de perdas de colheita, germinação irregular e elevados custos em novas sementeiras. A transplantação, dentro deste sistema, foi uma solução que permitiu aos agricultores maximizar a estação de crescimento e minimizar o risco de perda de colheitas, germinação irregular e reduzir os custos do preenchimento de falhas. As colheitas precoces são importantes para os agricultores, uma vez que ajudam a compensar períodos de escassez alimentar. A transplantação de cultivares precoces promove a redução destes períodos, permitindo a antecipação da colheita em duas a três semanas e o aumento da produtividade (que geralmente duplica), em relação aos sistemas de sementeira direta, disponibilizando alimentos nos períodos de maior escassez e em que são mais caros no mercado.

Produção Integrada e Gestão de Pragas (SIGCP) para pequenos produtores de café na África do Sul

A cultura do café é uma importante estratégia de subsistência para os pequenos agricultores dos países da África Oriental, nomeadamente para a Tanzânia, Quénia, Uganda e Ruanda, onde o café é uma importante exportação agrícola. A produção dos pequenos agricultores é menos significativa nos países do Sul, como o Malawi e a Zâmbia. No entanto, embora o sector dos pequenos produtores seja pequeno, o café é uma importante fonte de rendimento para as famílias rurais, particularmente em sítios distantes dos mercados de outros produtos agrícolas. O objetivo foi melhorar o rendimento dos pequenos produtores de café, do Malawi e da Zâmbia, através da melhoria da gestão das culturas e pragas. Isto foi feito desenvolvendo e promovendo Sistemas Integrados de Gestão de Culturas e Pragas (SIGCP) para as duas principais pragas: broca branca do caule e antracnose dos frutos verdes (coffee berry disease - CBD).

Adubação verde para o aumento da produtividade de arroz de sequeiro em terrenos infestados com Striga – Tanzânia

O arroz de sequeiro é uma importante cultura de rendimento em muitas zonas do Leste e Sul da Tanzânia, incluindo os distritos de Morogoro Rural e Kyela. Cultivado de forma contínua, a produção de arroz têm estado em declínio nos últimos anos. Este declínio está associado à queda da fertilidade do solo e ao aumento dos níveis de infestação pela Striga asiatica (também conhecida por capim feiticeiro, pequeno-feiticeiro ou erva de bruxa). Trabalhando com agricultores de Kyela desde 1996, o projeto R7564 da CPP (Crop Protection Program), demonstrou que a aplicação de fertilizante de ureia pode reduzir a incidência de Striga, em até 60%, e aumentar a produtividade de arroz até aos 45%. No entanto, o seu uso não pode ser generalizado, uma vez que falta de liquidez limita a compra do fertilizante. A tecnologia que se segue promove a utilização de adubo verde, com espécies como a Crotalária ochroleuca (Crotalária e também conhecida por "Marejea" em Kiswahili), para controlar a Striga asiatica e melhorar a fertilidade do solo na produção de arroz de sequeiro na Tanzânia.

 

Proteção das culturas: Gestão integrada de Striga, Tanzânia

A Striga é uma infestante parasita que constitui um importante constrangimento para a produção de cereais básicos nas regiões semiáridas, atacando principalmente o milho, o milho painço, o sorgo e o arroz de sequeiro. Estima-se que está presente em cerca de 40% das áreas de produção de cereais da África subsaariana. O trabalho realizado pelo Crop Protection Programme (CPP), do DFID, no projeto R6654 (ver RICHES 2000) mostrou como o sorgo, um dos alimentos básicos preferidos, foi substituído por milho painço, que não é atacado pela Striga em algumas partes do distrito de Missungwi, na região de Mwanza. No distrito de Kyela, da região de Mbeya, a cultura da mandioca, uma cultura básica pouco lucrativa, aumentou de importância num local onde o arroz era praticado em monocultura, como resultado da diminuição da fertilidade do solo e à expansão da infestação da Striga.

Abordagens sustentáveis para a gestão dos nematodes-das-galhas em hortícolas, Quénia

A presente prática descreve o desenvolvimento, através de uma parceria público-privada com um produtor comercial de hortícolas, de técnicas de produção de agentes de controlo biológico para a gestão integrada de nematodes-das-galhas das raízes de tomateiro e de outras hortícolas, assim como da sua promoção por intermédio de redes de pequenos produtores. Também relata o desenvolvimento e implementação de mecanismos regulatórios de aprovação e registo de agentes de controlo biológico no Quénia, que poderão ser aplicados noutros locais do mundo.

Redução da agricultura itinerante e meios de subsistência rurais sustentáveis

No Gana, o aumento da pressão demográfica e a necessidade de cultivar uma maior superfície de terreno resultaram na redução dos períodos de pousio. Como consequência, o tempo de regeneração da fertilidade do solo é insuficiente para permitir a recuperação da floresta secundária e dos solos esgotados. O pousio tem uma grande importância ecológica, económica e social, tanto para a população rural, como para a população em geral. A maioria dos agricultores depende do pousio, uma vez que utilizam poucos ou nenhuns fertilizantes para melhorar a fertilidade dos solos empobrecidos. Isto implica que a produção agrícola (e os seus rendimentos) irá diminuir de forma progressiva ao longo dos anos. Na última década foram desenvolvidas várias tecnologias promissoras para abordar este problema. Os ensaios de campo demonstraram a importância da consociação milho-leguminosa, plantação permanente de bananeiras, cacaueiros para sombra, plantação de bananais e árvores de pousio e da consociação inhame-leguminosas para a melhoria das produtividades e recuperação da fertilidade do solo.

Extração de óleo de coco – Secagem por imersão em óleo quente, Indonésia

O processo de Secagem por Imersão em Óleo Quente (Hot Oil Immersion Drying (HOID)) ou processo "fritar-secar " (fry-dry) é um método de extração de óleo de coco que envolve a secagem da polpa do coco por imersão em óleo de coco quente, sendo o óleo posteriormente expulso da polpa cozinhada. É um processo nativo de algumas zonas da Indonésia (Sumatra ocidental, Sumatra norte e Sulawesi norte). É praticado em todo o país, especialmente em operações de médio e grande escala. A imersão da polpa de coco ralada ou cortada em óleo quente seca a polpa e confere ao produto um cheiro e sabor distintos. Este sabor é preferido por determinados setores do mercado Indonésio.

Produção de calor pela queima de casca de coco

O óleo de coco (também conhecido como manteiga de coco) é extraído do coco e consiste em mais de 80% de gordura saturada. É normalmente utilizado na cosmética, bem como na culinária e pastelaria. O carvão produzido a partir de casca de coco é tradicionalmente feito através dos métodos de poço ou tambor (pit ou drum method). Este método produz grande quantidade de fumo e o carvão produzido é de qualidade variável, muitas vezes contaminado com materiais externos, como terra, folhas e ramos. Consequentemente, a produção de carvão vegetal é proibida nas áreas urbanas e perto das habitações nas aldeias. Esta tecnologia descreve um processo de carbonização da casca de coco, com uma unidade de recuperação de calor residual, que foi desenvolvido para eliminar a evolução da produção de fumo durante a operação de produção de carvão vegetal e, simultaneamente, permitir que o calor gerado – calor normalmente perdido para o exterior – possa ser utilizado na produção de copra.